Política e Religião geram debate no Unasp

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Depois de semanas de escândalos na política brasileira o UNASP campus Hortolândia promoveu o Ask.IASP para debater sobre a temática Política X Religião. O programa de perguntas e diálogos aconteceu na igreja do campus, na noite de sexta-feira, dia 18 de março. E para responder ao vivo as perguntas dos estudantes, foram convidados o consultor Moisés Sanches, o publicitário Luís Henrique Santos e o advogado Sérgio Miranda.

Os alunos participavam enviando questionamentos por um site próprio, onde não só era possível colocar sua pergunta como também votar nas perguntas dos colegas, afinal as mais curtidas eram respondidas pelos convidados. Entre os assuntos questionados estavam a candidatura de Ben Carson à presidência dos Estados Unidos, a participação do cristão nas manifestações e a postura da igreja em relação aos seus membros em candidaturas à cargos políticos.

Participação nas manifestações
Para o consultor Moisés Sanches a participação do cristão nas atuais manifestações contra o governo pode ser arriscada, porque o movimento não tem direcionamento claro. “Quando participamos de uma passeata contra o fumo por exemplo, entendemos plenamente os objetivos deste movimento. Já a manifestação contra o governo não é clara, porque este movimento aparentemente amórfico na verdade é partidário e qualquer um que participa demonstra que está concordando. Por isso o participante corre o risco de estar assinando um cheque em branco. De qualquer forma, vale lembrar que existe a liberdade individual e a igreja não interfere neste princípio, apenas orienta que sejamos cautelosos”.

Políticos cristãos
Quanto as participações de cristãos na política, os convidados expressaram a opinião de que sempre que um cristão atua no legislativo pode ajudar a comunidade cristã como um todo, criando e apoiando leis que venham de encontro com os interesses da igreja, como por exemplo leis que garantam a liberdade religiosa. Já no legislativo a atuação pode ser mais complicada, pois o político pode ser obrigado a tomar decisões que firam seus princípios. Como seria a situação do doutor Ben Carson caso chegasse a presidência dos Estados Unidos e tivesse que dar ordens em relação a guerras, invasões e outras questões polêmicas.

Para o publicitário Luís Henrique dos Santos o cristão que escolhe seguir uma carreira política, também tem outras responsabilidades. “Nós agimos metonimicamente, ou seja, temos a tendência de tomar a parte como se fosse um todo. Desta forma, quando as pessoas olham para nós, somos um conteúdo. Se eu falo que sou cristão, muitos vão tomar a instituição como sendo e agindo como eu. Por isso a pessoa cristã que decide se tornar uma figura pública tem a responsabilidade dobrada, afinal representa a igreja da qual faz parte”, considerou Santos.

Forma de governo segundo a bíblia
Quanto ao sistema de governo e as ponderações entre partidos políticos. Foi recordado pelos presentes que, de acordo com a bíblia, a teocracia é a forma de governo planejada por Deus. Porém esse sistema em que Deus é o único governante, foi rejeitado pelos israelitas, que clamaram por um rei. Ainda assim o princípio continua o mesmo, como afirmou o advogado Sérgio Miranda. “Vale lembrar, que apesar de não existir mais a teocracia como forma de governo, ela deve ser uma realidade na forma em que vivemos, Deus é o guia de minha vida”.

Ao final do debate o pastor Eber Rizzioli, que também apresentou o programa, concluiu o programa aconselhando os estudantes presentes. “Devemos nos preocupar se nosso candidato político impede ou apoia nossa atuação cristã. Por isso é tão importante estudar os candidatos. E para aqueles que pretendem seguir a carreira política, lembrem-se que somos canais condutores e Deus quer fazer a diferença na vida das pessoas, usando a nossa vida”, enfatizou Rizzioli.

por Glória Barreto